A menina de Stanford

Quando conheci o Startup Farm tudo que havia de referência sobre o mundo das startups vinha do Vale do Silício – corrigindo – vem do Vale do Silício! Apesar das coisas estarem mudando pretty fast nas terras brasileiras, para mim isso foi motivo o suficiente para um dia conhecer aquilo que nos inspira. 

Depois de um ano hardcore realizando o programa de aceleração Startup Farm, tomei a decisão de que o momento era aquele.

Com o tempo e recursos na mão, avancei para o planejamento. Modo ativar contatos: ON. Network nesses momentos vale ouro, minha gente. Durante a edição de Brasília do Startup Farm, conheci o Hélio Guilherme e o Yuri Bandeira, da startup Rota dos Concursos. Eles ficaram incubados uma temporada na aceleradora 500 Startups. O Yuri me passou uma dica sobre os cursos de extensão da universidade de Stanford. Durante semanas devorei a página do site até encontrar o curso que queria e com disponibilidade de datas. Bingo! Where focus goes energy flows! Encontrei o curso “Validating Business Model: Pinciples of Product/Market Fit” com duração de 6 semanas. Para concluir o programa é necessário desenvolver um projeto com base nas ferramentas do curso. Maravilha, time to validate IOU Life

A hospedagem ficou por conta do amigo do peito: Airbnb. Escolhi uma residência na cidade de Palo Alto, onde fica localizada a universidade. Palo Alto é pequeno e o mundo de startups mais ainda: o apartamento que estou ficando é o mesmo em que a galera da startup brazuca IDXP se hospedou quando veio participar da final do IBM SmartCamp.

Cheguei no aeroporto de San Francisco na quarta-feira, dia 26 de setembro. Como transporte peguei o Super Shuttle, um taxi van compartilhado. No caminho, antes uma passada pelos morros de Belmonte. Uma vista espetacular! Depois de chegar na residência e me acomodar fui agilizar as coisas básicas para sobrevivência do século XXI (em ordem de importância!) um chip pré-pago, uma bike e supermercado. Corri para Stanford, pois minha primeira aula começava às 19h. Para minha surpresa (antecipada pelo meu amigo Thiago Paiva, mas ainda assim uma surpresa) o campus é domindado pelos indianos e asiáticos (melhor dizendo: chineses). Esses caras vão dominar o mundo! A minoria é um mix de europeus e americanos. O grupo presente em minha classe devia ter umas 40 pessoas. 

É incrível perceber o senso de comprometimento das pessoas com relação às suas idéias. Aqui as pessoas respiram inovação de um jeito muito natural. Conheceu alguém, sentou para almoçar, achou alguma idéia em comum o próximo passo é fazer um brainstorm session, avaliar e tocar. E quando me refiro “tocar” é produzir mesmo. Aqui as pessoas tem um senso de valor muito alto pelo seu tempo. Diferente do Brasil, onde comumente pensamos que quando não estamos nos pagando algo sai de graça. Tem gente fazendo o meu curso como ferramenta de avaliação se é viável ingressar em uma startup ou não! 

Aprende Brasil! E aprende rápido!

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Sobre Rosi Rodrigues

Brazilian tech entrepreneur • Co-founder and Head of Growth @iugu • Infrastructure for financial automation. Ver todos os artigos de Rosi Rodrigues

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